UFTM participa de pesquisa que desenvolve livro didático de Educação Ambiental para escolas de Angola

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) atua em parceria com um projeto internacional de pesquisa voltado para a educação básica no continente africano. Sob a coordenação do professor Lourenço Lino de Sousa, do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (Angola), a iniciativa "Narrativas Digitais e Educação Ambiental: construindo soluções próprias da comunidade para desafios socioambientais" desenvolve uma abordagem educacional "de baixo para cima" para a elaboração de um livro didático destinado a escolas primárias angolanas. A professora Alexandra Bujokas de Siqueira, docente do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais e do Programa de Pós-graduação em Educação representa a UFTM nesse trabalho. As ações e pesquisas do cronograma atual ocorrem entre 18 de setembro e 9 de outubro de 2026.
O projeto conta com financiamento do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação da República de Angola, por meio do Projeto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (PDCT). A cooperação internacional que reúne a UFTM e o pesquisador angolano Lourenço Lino de Sousa, também conta com Arlinda Conceição dos Santos, do Instituto Superior de Educação do Cuanza Sul.

Abordagem Pedagógica
Diferente dos modelos tradicionais, o material didático parte das demandas reais do campo para estruturar os conteúdos escolares. A metodologia apoia-se no princípio do desvio positivo, que orienta os alunos da 6ª classe a identificar não apenas os problemas ambientais de sua região, mas também os saberes, as práticas e as soluções que a própria comunidade já desenvolve para superá-los.
O conteúdo curricular é interdisciplinar e conecta as disciplinas de:
- Língua Portuguesa
- Geografia
- Ciências da Natureza
- Educação Moral e Cívica
O grande diferencial da proposta está em integrar a educação ambiental à educação midiática de forma totalmente adaptada à realidade local. O projeto adota uma perspectiva low-tech: embora utilize recursos digitais quando disponíveis, eles não são obrigatórios. Ferramentas de comunicação como rádio, fotografia e vídeo são trabalhadas como linguagens para investigar e expressar a realidade dos alunos, podendo ser substituídas por desenhos, storyboards, encenações e materiais impressos. “O caráter inovador do material está na integração entre currículo escolar, educação ambiental, educação midiática, conhecimento comunitário e tecnologias acessíveis”, afirmou a docente da UFTM.

O público-alvo prioritário da ação são professores e estudantes da escola primária angolana. Para acompanhar o progresso dos trabalhos e acessar os materiais complementares, visite a plataforma oficial do Projeto Educação Ambiental Cuanza Sul.
https://sites.google.com/midia-educacao.net/educacaoambientalcuanzasul
Fotos: Adérito Mário Lourenço de Sousa
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